Vigia de Nazaré - Pará - BR.

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400 Anos de fundação

quarta-feira, 8 de março de 2017

MULHER

Mulher


Antigamente, as mulheres não podiam votar, não eram valorizadas pelo seu trabalho e ainda por cima recebiam um salário menor que o dos homens, mesmo que fizessem a mesma coisa. E quando chegavam em casa, ainda tinham que cuidar dos filhos e marido.
No início do século passado, muitas mulheres que queriam estudar, aprender, ter mais conhecimento, ouviam frequentemente que o estudo era um desperdício de tempo. O estudo para uma mulher não serviria para nada, pois sua função na sociedade era “prendas do lar”, uma boa mãe e esposa.
A primeira onda feminista se preocupava com a instalação da igualdade de direitos entre homens e mulheres. O feminismo foi consolidado como um discurso de caráter intelectual, filosófico e político, e tinha como objetivo romper os padrões tradicionais que oprimiam as mulheres ao longo do tempo.
Mulheres eram proibidas:
- De ter cartão de crédito
- De participar de um júri
- Cuidado com o traje de banho
- Não tinham direito a licença maternidade
- De usar contraceptivo
- De jogar futebol
- De fumar em locais públicos
- De votar
- De ter direito para escolher um parceiro
Entre outros.
Hoje a figura feminina já ocupa lugar no seio da sociedade com maestria, mas ainda falta mais.
Embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), mesmo assim, contabilizamos 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres. Colocando o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime.
Homicídio de mulheres negras aumenta 54% em 10 anos. Violência sexual no Brasil: 89% das vítimas são do sexo feminino.
O serviço telefônico Ligue 180 realizou 749.024 atendimentos em 2015. Desse total, 41,09% corresponderam à prestação de informações; 9,56%, a encaminhamentos para serviços especializados de atendimento à mulher; 38,54%, a encaminhamentos para outros serviços de teleatendimento (190/Polícia Militar, 197/Polícia Civil, Disque 100/SDH).
Em comparação a 2014, houve aumento de:
44,74% no número de relatos de violência
325% de cárcere privado (média de 11,8/dia)
129% de violência sexual (média de 9,53/dia)
151% de tráfico de pessoas (média de 29/mês)

Estima-se que uma em cada cinco mulheres declara já ter sofrido algum tipo de violência; dessas, 26% ainda convivem com o agressor.

Para este Dia, devemos refletir que a Mulher continua sua luta pelos seus totais direitos e igualdade social. Todavia são merecedoras e heroínas, pois oque seria do mundo sem a existência da MULHER?